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PROPRIETÁRIOS OU
INVASORES?
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Dentre as várias funções
de garantir direitos, uma das principais é a delimitação dos
bens públicos, separando-os dos bens privados. Assim faz-se
necessário saber que os bens públicos são de uso de todos,
mas não de posse de ninguém. Explicando melhor, ruas,
calçadas, e praças são exemplos de bens que podem ser
aproveitados por todos, o que não garante exclusividade de
pessoa alguma ou muito menos privilégios e desrespeito aos
demais cidadãos.
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A desordenada e
crescente ocupação desses espaços em nossa cidade tem sido
uma constante, onde os invasores sem nenhuma autorização
municipal, usam e abusam dos recintos como verdadeiros
donos.
Barracas, mesas e cadeiras são colocadas em áreas de acesso
aos pedestres, como também em praças públicas, desfigurando
o visual da cidade e ao mesmo tempo implicando na segurança
de crianças, jovens e adultos que ficam impossibilitados de
percorrerem o caminho que lhe és de direito.
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Esta realidade já dura
alguns anos, mas se intensifica com a ausência das devidas
providências dos responsáveis, pois uma vez que é direito do
cidadão usufruir do legado público, é também dever das
autoridades observar o bom uso do mesmo. Afinal existem cidadãos
coerentes e incoerentes. Durante várias administrações, não há
um final de semana em que um cidadão comum não presencie alguma
apropriação indevida do espaço público, se não vejamos. |
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Os proprietários de
bares e casas de show, sem o mínimo de respeito, parecem
desconhecer a Lei do Silêncio, a qual determina que seja
proibido fazer barulho acima de 85 decibéis entre 22h e 7h.
Além dos bares os proprietários de veículos, estes, não
estão nem aí para os mais idosos, doentes e moradores em
geral. Transformam praças em palco para disputa do som mais
estridente, fazendo dos ouvidos daqueles que apreciam uma
boa música um “penico”, pois tocam uma verdadeira decadência
musical com letras e arranjos de péssima qualidade.
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Expressões musicais do
nível você quer beber, vamos fazer um bebezinho, pau na rachada,
segura o badalo do negão e quem é o gostosão daqui, marcam o
repertório de poluição auditiva em Jeremoabo. Isto sem falar,
que não há nada de novo, todo final de semana a mesma coisa,
haja paciência.
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É bom afirmar que
toda esta advertência tem fundamentos científicos que visam
à qualidade de vida do ser humano. Quando exposta a ruídos
muito altos (acima de 50 decibéis) durante um período
prolongado, a audição humana pode sofrer danos, resultando
certas vezes em deficiência auditiva permanente. Além disso,
a poluição sonora prejudica a tranqüilidade de quem deseja
adormecer ou apenas descansar. O barulho constante impede o
relaxamento, e à medida que vai aumentando crescem também
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os sintomas de ésteres.
Neste momento entramos em estado de alerta, o organismo tenta se
adequar ao ambiente, liberando endorfina, minando as defesas e
aumentando ainda mais a agitação. Isso explica porque algumas
pessoas só conseguem adormecer se o rádio ou a televisão
permanecerem ligados. A continuidade dessas ocorrências pode
gerar problemas cardíacos, infecções e outros desconfortos à
saúde.
Em alguns pontos da cidade, estes invasores achando-se
proprietários dos espaços públicos, agora resolveram investir
mais alto. Sem nenhum ressentimento, interditam ruas usando
mesas, cadeiras e cavaletes, e, em outros pontos chegam até
mesmo a impedir os proprietários de veículos e empresas de
ônibus a fazerem roteiros diferentes para entrar e sair da
cidade.
Já está na hora da Prefeitura Municipal de Jeremoabo através dos
órgãos competentes, Câmara de Vereadores, Ministério Público,
Polícia Militar e Polícia Civil, começarem a intervir, fazendo
com que estes desconhecedores da Lei cumpram e respeitem o
espaço de cada um.
Afinal, quem é dono do espaço público?
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