EXPECTATIVAS PARA O NOVENÁRIO DE SÃO JOÃO BATISTA DEPOIS DE 289 ANOS

 

O Brasil é considerado o maior país católico no mundo, pois 74% de sua população declara-se católica.  Quanto ao fato das declarações, os números jamais poderiam dizer o contrário, porém o que vemos hoje é totalmente diferente. Igrejas vazias, praticantes desertando, críticas e aborrecimentos devido às atitudes de alguns párocos, como também a pouca participação dos servos em reivindicar ações que muitas vezes parecem impostas nas suas respectivas paróquias.

 

Jeremoabo não fica fora desse contexto. Após a saída do Mons. Francisco, que sempre tratou nosso povo como uma comunidade fidalga, situações de insatisfação são registradas por religiosos que não aceitam mudanças radicais.  Se não vejamos:

 

Quem não se lembra como era realizada a festa do mastro. No dia 31 de maio, a comunidade já se mostrava eufórica para percorrer o trajeto de costume, balançando as palhas, dançando e cantando as marchinhas de São João. No dia 1º de junho por volta das 4h da matina, após o levantamento do mastro, repicavam-se os sinos, soltavam-se fogos, era o prenúncio dos festejos juninos. Em seguida, realizava-se a grande alvorada pelas principais ruas de nossa cidade. Alguém em sã consciência tem esta lembrança. Tudo isso acabou. O fato deve-se a quem? Igreja ou políticos?

 

O que incomoda? O que está arcaico na igreja de Jeremoabo? O que precisa ser mudado? O que deve ser implantado?

Estas são perguntas que até o momento os católicos apresentam. Deve-se ressaltar, que desde 1717, os fiéis e comunidade jeremoabense preservam uma tradição de festejar São João, nosso padroeiro, com muitos fogos, festa e alegria.

 

 

Agora se discute: pode ou não bater sino, deve ou não soltar fogos,  a zabumba toca ou deixa de tocar, tira ou deixa às tochas que são levadas pelos os patrocinadores da noite em frente ao altar, quem pode falar ou agradecer, quem canta ou deixa de cantar, e, por ai vai.

 

Assim, façamos uma reflexão. Será que tem alguém corajoso o suficiente para  mudar a religiosidade de Santa Brígida, que é palco de discussão em  Universidades da Alemanha, França e São Paulo,onde os pesquisadores são contemplados por mostrar a valorização cultural e religiosa daquele povo?

 

Pois é, a valorização da realidade de lá se deve ao fato de seus habitantes se integrarem de forma ativa nos princípios culturais da sua região, não permitindo interferências de pessoas que desconhecem as tradições.

 

E Jeremoabo que é cidade mãe, de potencial riquíssimo na área cultural e religiosa, nada tem a mostrar? Vamos aguardar para sabermos quando é que abriremos os olhos e deixaremos de estar em berço esplêndido.

 

Não há nada impossível, porque os sonhos de ontem são as esperanças de hoje e podem converter-se em realidade amanhã.