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"É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR"
diz o velho ditado popular.
O ecossistema Rio Vermelho, apesar da
sua importância para o Município de Jeremoabo e circunvizinhança,
ainda é um tesouro praticamente desconhecido de muitos dos seus
habitantes.
Ao longo dos últimos 30 anos, venho
procurando e reunir informações sobre a exuberante riqueza cênica e
rica biodiversidade deste vale de forma a protegê-lo.
A partir desta reportagem, pretendo
através desse espaço na mídia e outras providências que estou
encaminhando, fazer com que todos os Jeremoabenses passem a
conhecer essa e outras riquezas naturais do município.
Certamente muitos dos leitores,
principalmente aqueles residentes em Jeremoabo, perguntarão por que
uma questão tão relevante e antiga como esta que trato nessa
reportagem, só agora vem a público.
Esclareço que sendo proprietário da
fazenda onde está localizado o dique/captação da EMBASA e sabendo
da importância do Rio Vermelho para a cidade de Jeremoabo, há muito
tempo venho encaminhando providências no sentido de
minimizar/neutralizar muito dos impactos sobre o referido
ecossistema e em particular da parte situada no interior da Fazenda
pedra furada.
Em face de minhas limitações
financeiras e do pouco apoio recebido, os resultados ainda estão
muito aquém do desejado, mas você pode ajudar a concretizar este
sonho.
A Internet - PORTAL JV, pela sua
abrangência e independência, corresponde a um novo caminho que
busco, na esperança de agora ser ouvido pelas novas autoridades
constituídas.
A seguir mostrarei, ainda que de forma
simplificada, um pouco da história e características especificas de
um importante segmento do vale em foco e um prognóstico realista de
dificuldades que poderão advir se medidas importantes forem
indefinidamente proteladas.
RIO VERMELHO, TRECHO DA PEDRA FURADA –
DIQUE EMBASA, Jeremoabo BA,
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Foto:
gentilmente cedida por Cristina Fam
Cachoeira e
Pedra Furada 1975 |
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Foto:
gentilmente cedida por Cristina Fam Pedra furada – 1975.
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Foto: Ítalo
Galvão / Dique EMBASA 1980 |
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Foto: Ítalo
Galvão / Dique EMBASA 2006 |
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Foto: Ítalo
Galvão. Local da Cachoeira da Fazenda Pedra Furada 2005 |
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Foto: Ítalo
Galvão - Pedra Furada aterrada - 2005 |
Quando de fortes precipitações
(trovoadas anuais) na bacia hidrográfica do Rio vermelho, a
sua vazão, que normalmente gira em torno de 100 litros/seg.
passa a ser muitas vezes maior.
Nessas ocasiões, por conta da
obstrução da passagem na rocha (pedra furada), ocorre
temporárias acumulação de água a montante desse ponto e o
nível da água já chegou a se elevar até 2,00m., provocando
inundações e assoreamento ao longo de aproximadamente 400m
rio acima.
O peso da coluna d´água assim
acumulada, remove bruscamente a areia que estava obstruindo a
“pedra furada”, carreando rapidamente grande parte desse material
para dentro do reservatório da EMBASA, interrompendo por vários
dias parte do abastecimento d´água da cidade de jeremoabo.
Se a crista do referido dique natural
(Pedra furada), cuja altura é cerca de 2,50m for ultrapassada,
poderá ocorrer o rompimento desse frágil paredão natural de
arenito, então uma volumosa e turbulenta vazão ocorrerá,
provocando, alem da destruição da PEDRA FURADA;
-A DESTRUIÇÃO DO DIQUE DA EMBASA E DA
MAIORIA DAS BENFEITORIAS PARTICULARES SITUADAS A JUSANTE (rio
abaixo) e A INTEERRUPÇÃO DO
ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA CIDADE DE JEREMOABO,
POR UM PERÍODO INTOLERÁVEL.
Jeremoabo, 17 de
fevereiro de 2007.
Ítalo César Campos Galvão |