“O palco é um tribunal da verdade,
pois não há crimes sem o ato teatral de julgar”.
General Augusto Pinochet, ex-ditador
chileno e responsável por uma das páginas mais dolorosas da
política latino-americana nas últimas décadas, e uma carta de
Yoko Ono, publicada nos jornais New York Times, The Guardian
e The Independent afirmando que não sabe se está pronta para
perdoar o assassino de John Lennon. Yoko Ono afirmou: “Às
pessoas que foram abusadas e torturadas: perdoem-nos por Ter
permitido que isso acontecesse. Como viúva de alguém que foi
assassinado em um ato de violência, não sei se estou pronta para
perdoar o homem que apertou o gatilho. Estou certa de que todas
as vítimas de crimes violentos sentem o mesmo que eu. Mas sarar
é o que o mundo mais precisa hoje. Saremos nossas feridas
juntos”. Quem pode perdoar?
Oferecer a outra face?
O perdão exige a confissão pública
do crime face a face com A vítima. A opressão nunca, em nenhum
lugar, conseguiu suprimir nas pessoas o eterno desejo de viver
em liberdade.
Mulheres sem rosto, sem nome.
Cristina Fam
Diante de uma sociedade na qual se
confunde celebridade com importância, presto aqui minha
homenagem às mulheres mesmo que, sejam desconhecidas, sem rosto,
sem nome, mas vitimas de violência.
E, assim, na sucessão dos séculos,
inúmeras mulheres foram abatidas. O sofrimento de mulheres que,
no passado, e no presente, passaram a viver na insegurança e na
privação de recursos. Mulheres sem rosto, que lutam a cada dia
pela sobrevivência, inclusive da família, solitárias das suas
lutas; que colocam seus últimos recursos nas mãos de Deus e
ficam atentas aos sinais de esperança; que Deus abençoe às
mulheres sem nome!
Foi nesse cenário que o homem negou
a Deus, em resposta à ideologias dominantes.
“ A morte e a vida estão no poder
da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.