OUTRAS MATÉRIAS

SEM APAGÃO

 
 

 

 
 

 

À ESMO SE ATIRA, À ESMO SE DEVOLVE

 

Espedito Lima

Não estamos tecendo comentários à distancia muito menos aleatoriamente; estamos, sim, respaldados naquilo que vemos e sabemos e, ainda, sobre o que se nos mostra de real no hoje, no momento; não estamos sob o efeito de um delírio voluntário nem de uma convulsão repentina que nos leve ao ilusionismo, muito menos a escrever bobagem e usarmos de irresponsabilidade sobre nada ou ninguém. Os fatos são reais e lógicos, sem previsão espiritualista; não estamos com o sonambulismo que deturpa a mente e leva muitos a inconsciência emocional ou irracional; não estamos com o apaixonismo ou saudosismo politiqueiro praticado por muitos  que hoje se vestem de pele de cordeiro, mas que ontem eram verdadeiros lobos vorazes da consciência do povo e compartilhavam das ciladas armadas pelos tidos como “bons políticos” de uma época não muito remota, ludibriando o eleitor com mentirinhas descabidas; não estamos inventando nem querendo deturpar o comportamento de ninguém, apenas, isto sim, tentar mostrar uma realidade sobre possibilidades, pois entendemos modéstia parte, que principalmente em Jeremoabo tudo é possível e a prática tem mostrado isto, politicamente falando, a não ser que sejamos ingênuos para não enxergarmos os fatos.
Quanto às questões relativas ao Judiciário, sabemos que diversos tramites podem favorecer este ou aquele político, este ou aquele possível candidato; entretanto, poucos sabem que contra eles, tanto se tem pedido o afastamento como a suspensão de direitos políticos, além de outras coisas mais. Por outro lado, óbvio que diversos caminhos podem ser percorridos para que se evite o estrago fatal e outras instâncias existem justamente pra isso. Todavia, é bom que se frise que por estarmos num ano eleitoral, o tempo torna-se mais que interessante e fundamental para tais providências em busca das respostas ou resultados concretos.
Finalmente, não estamos usando de besteirice nem da sabedoria. Estamos, humildemente reconhecendo  que Deus também nos deu o dom de ouvir, ver, assimilar e falar (escrever), opinar e relatar, sem nenhuma usurpação daquilo que pertence aos profissionais da imprensa, a exemplo dos comentaristas, analistas e cientistas políticos.
Esclarecemos que este pequeno artigo foi feito em atenção e consideração aos nossos honrados e respeitados internautas, particularmente aos que vem acessando quase que diariamente o nosso potaljv e mais ainda, acompanhando o trabalho que mostramos, diga-se de passagem, com plena imparcialidade, se não fosse assim, não teríamos atingido a credibilidade que estamos tendo, como também o total e irrestrito apoio; por terem nos solicitado que déssemos uma resposta a supostas críticas que houvera sido feita sobre a matéria que aqui postamos, intitulada – É HORA DE MUDAR.
Mas, é natural que existam as divergências, as discordâncias, as críticas e até mesmo os elogios. Aliás, estes últimos não nos interessa, pois não vivemos de aplausos, porém de nossa consciência tranqüila, acima de tudo; pois nos esforçamos ao máximo para que mesmo com este nosso amadorismo “jornalismo”, possamos levar a todos, a verdade e a sinceridade dos acontecimentos, em qualquer esfera.

 

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É HORA DE MUDAR

Espedito Lima

Há quase 20 anos atrás, Jeremoabo deu início a um novo ciclo político com a eleição do Sr. João da Silva Varjão -João Ferreira- (1988) que era Vice do Prefeito José Lourenço de Carvalho, o qual amargou a maior derrota urbana até então conhecida na história eleitoral do município. E entre exatamente aquele ano e o atual (2008), ano de eleições municipais também, sucessivamente os quatro mandatários, foram responsáveis por administrações conturbadas e ancoradas num oceano de ações de crime de responsabilidade/improbidade administrativa e outras que causaram e continuam causando indignação aos eleitores mais sensatos e que realmente desejam pra sua terra, não o lodo, mas a água cristalina (administração séria, com ética, dignidade, honra e trabalho com muita responsabilidade e transparência; não teórica, mas, prática). Entretanto, excluí-se, por ato de justiça, o Sr. Luiz Carlos Bartilotti Lima (Lula de Dalvinho), que teve uma administração senão a melhor, mas a menos ou quase sem nada a acrescentar de negativo ao mesmo e à mesma, em relação aos seus, antecessor e sucessores (João, Tista e Spencer).
O curioso e por uma inequívoca realidade, é que foi plantada uma árvore genealógica que hereditarizou-se, podemos assim dizer, uma família estrategicamente política, ou seja: João gerou Lula, este gerou Tista e praticamente os três geraram Spencer ou se pode atribuir a chegada de Dr. Spencer ao cargo máximo municipal, ao primeiro patriarca, João Ferreira.
Por outro lado, pelas características normais de como eles têm feito suas campanhas e diante de um pseudônimo já conhecido nos quatro cantos do município inominado/anonimato?, não se deve estranhar, por exemplo, que embora hoje estejam unidos Tista/João, os dois possam unirem-se ao Doutor; este voltar ao lado de João e Tista deixe seu atual companheiro (aliado) João e se una ao Dr. Tudo é válido, tudo é natural e tudo é possível pra se alcançar o poder. Este é o pseudônimo: os interesses, as conveniências; progresso e desenvolvimento, são apenas qualquer slogan/logomarca e nada mais.
É certo que ainda persistem, a qualquer custo, continuarem direta ou indiretamente na permanência do poder. Por isso, é mister que lhes prolate a sentença condenatória, não a lavrada e assinada por um Magistrado que teve sobre a cadeira de uma Universidade e ostenta um canudo/anel além dum termo de posse que lhe proporciona a aplicação dos artigos, itens e parágrafos; mas, sim, pelos “juízes do voto” – todos os eleitores (nós).
As circunstancias atuais, podem contribuir e muito para que o raio político caia pela segunda vez no mesmo lugar, ou seja: João voltar ao poder, desta feita como Prefeito e sim assim não for colocar na Prefeitura aquele que ele indicar e apoiar. O respaldo para se vaticinar isto, deve-se ao simples fato de que ainda, tanto Tista quanto Spencer correrem o risco de se tornarem inelegíveis. Aliás, o primeiro já foi sentenciado numa Ação Civil Pública, tendo sido determinada a suspensão dos seus direitos políticos por um período de três anos; enquanto que o segundo, ainda pode ser afastado, bem como, amargar o mesmo alimento lançado à mesa para João Batista.
É certo que João Ferreira poderá ser atingido pelas mesmas flechas, todavia a sua situação é muito mais cômoda, o que lhe assegura a esperança de subir ao píncaro do cargo municipal e comandar os destinos do nosso município por mais quatro anos, assim como aconteceu entre 1989 e 1992. E ai, que diriam ou qual seria a atitude daqueles que lhe empurraram e lhe chutaram, quando do resultado do pleito de 1996, na sua primeira derrota? O velho ditado assegura: “o mundo dá muitas voltas”; mas há também – “um dia é da caça e o outro do caçador” e, ainda, “quem ri por último ri melhor”.
Entretanto, indaga-se: João é a pessoa ideal para administrar Jeremoabo nos dias de hoje? Estaria ele devidamente preparado para exercer o cargo de Prefeito e conduzir o município, de forma a lhe proporcionar moralidade, ética, credibilidade, progresso e desenvolvimento?  Seria     ele
O melhor, já que não dispomos ainda de nomes fortes para suceder os nossos patenteados cacifes políticos, se é que os são e os temos? Ou será que já temos condição de sairmos da sombra da árvore apelidada João, Tista e Spencer? Lula, agora seria a opção ou sua vez? Ah! Sua candidatura só seria possível com o afastamento do Doutor (seu cunhado), 06 (seis) meses antes do pleito.
A quem iremos, se os três primeiros forem impedidos da disputa este ano? Todas as respostas devem ser dadas, por você caro eleitor, por nós, pois outro ou outros nomes pode (m) surgir. Analisemos, reflitamos, a hora é esta e o ano é este. É mais uma oportunidade para corrigirmos, se erramos e aperfeiçoarmos, se acertamos.
Jeremoabo não pode e não deve mais esperar por outros  04 (quatro) 20 (vinte) anos, e lançar sua sorte à mercê do destino e da ironia visionária; nem tampouco sobreviver de esperança FANTASIOSA e promessas ILUSÓRIAS.
ESTAMOS EM 2008 (Outubro) – LEMBREM-SE.
É hora de mudança, é hora de mudar. É hora de assumirmos um compromisso, não com eles, mas com nós mesmos, com os nossos filhos, com a geração vindoura que deverão ser os herdeiros legítimos, não da hereditariedade que eles implantaram; porém, aí sim, a hereditariedade de um caráter infinito, de uma honra duradora e de uma ética sem fim. Um caráter da sinceridade e do agir, com coragem e determinação; uma honra pautada nas tradições da vergonha e uma ética consolidada por atos responsáveis, de equilíbrio e, sobretudo, sob a sombra da lei.
Temos que acabar com uma brincadeira que nem mesmo as crianças suportariam tê-la consigo e ficar por tanto tempo sendo ludibriadas pela mãe ou pelo pai, lhes tapeando para tomar um banho ou não levá-las à praça ou jardim para se divertirem numa tarde de domingo. A nossa criancice deve ser colocada no armário do passado e no cofre que se perdeu a chave e não se faz mais nenhuma semelhante para abri-lo. Tudo cansa, até a brincadeira, e nós já brincamos por muito tempo – por apenas alguns 20 anos.
Se pecamos e reconhecemos nosso pecado, arrependam-mo-nos e não recuemos para que o estado futuro não seja pior do que o do anterior e do presente. O próprio Cristo, disse: (vá e não peques mais). Ele perdoou, mas ordenou que não praticássemos o mesmo ato condenatório, o pecado. É assim que devemos proceder e principalmente nos comportar naquele dia, você sabe muito bem qual é.

 

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NOVA FAMÍLIA

 

Espedito Lima

Pelo princípio da criação Divina, materialmente falando, nossos primeiros pais foram Adão e Eva; posteriormente, vieram os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, que tiveram como esposa respectivamente Sara, Rebeca e Raquel. Por último, eles, nossos pais biológicos – seu pai casado com sua mãe e esta com seu pai e os demais membros.
Com as sucessivas mudanças, recaídas sobre toda a humanidade, a começar pelo aspecto do desenvolvimento, notadamente com os avanços tecnológicos, parece haver acontecido uma brusca alteração no relacionamento familiar.
Não é de se espantar se falarmos de uma inversão humana – ligação homem/máquina ou esta a ele; pois nem o primeiro vive sem a segunda nem esta sem o primeiro. Cada um depende do outro e ambos agem por interesses comuns às suas próprias conveniências ou pela imperiosidade da necessidade.
Talvez seja espantoso, fenomenal, se dissermos: meus pais hoje são o computador e a internet; meus irmãos são a televisão, o videogame e o videocassete, isto sem falarmos nos “robôs” mecânicos e similares, que representariam os outros membros. Nada de espanto, isto é uma coisa mais que natural pra os tempos modernos, especialmente quando a consideração, o respeito e a atenção foram sepultados precocemente, e a visão mercantil está acima de tudo. É como se tivesse surgido um aborto transgênico e um nascimento clonado.
Absurdo! Jamais. Incoerência, nunca; hereditariedade comum ou genealogia anormal?
Estamos vendo e veremos esta sintonia da nova família que tende a se unir por laços não sanguíneos, mas com uma afinidade correlacionada e protegida pela globalização que surgiu diante de todos como uma metamorfose irracional, porém de grande abrangência comercial. Salve-se quem puder, a competição é quem determina e domina.
É o fim de tudo? Não, é o começo de uma era que traduz a fatalidade irreal e dobra a loucura humana tal qual um veículo que não consegue ser dirigido pelo seu condutor, numa curva exposta em uma ladeira erguida a cem metros de altura. Moral da história: capotou, mas sobreviveu. É a sobrevivência do viver; é a existência sobrenatural da matéria “carne” e “metal”.
Mas, aonde chegaremos e qual a tradução evidenciada na realidade do que estamos vendo? Nada é melhor do que está sentado à frente de um computador, navegando na net ou através dela, ouvindo, falando, comprando, etc. Ouvimos quem? Nosso pai? Que pai; nossa mãe? Que mãe? Falando com quem? Nossos irmãos? Que irmãos?
É verdade, nós hoje falamos com a máquina e ela conosco. Ela é nossa família, por isso damos muito mais atenção a ela do que aos nossos familiares. Os filhos escutam mais elas do que seus pais, como também assim lhes dão muito mais atenção. Aliás, na maioria dos casos, tanto os pais quanto os filhos, passam mais tempo em frente da TV, PC, VG e VC do que em união familiar. Se foi o tempo dessa união para o café da manhã, o almoço e jantar. A novela, as notícias, diversões, compras e jogos, substituíram o bate papo sadio entre as famílias e até com amigos. E as visitas, estas nem se falam mais. É a saudade de um tempo que se foi.
É uma nova educação, é uma nova idéia de formação; de relacionamento, de atenção, de consideração e respeito. Os valores são outros e a vida enfrenta as aventuras do cotidiano, e enquanto isso, todos reclamam que não têm tempo pra nada, e o tempo continua existindo. Ele é quem pergunta: por que não me usam? Estou sempre à disposição; todo dia, toda hora, toda noite. Conversem, esposa com esposo, filho com o pai e mãe; com os parentes, com os amigos, com todos. Voltemos para essa união e harmonia exemplares que sempre laureou o convívio dos seres humanos e que partilhou de um período de vida mais sensata, cordial, alegre, respeitosa, sincera e sem nenhuma “virtualidade”.
A máquina, em sua esplêndida “eletronicidade” deveria ser apenas um instrumento de transformação de produtos e prestação de serviço, e que assim seja, especialmente para que não interfira mais, alem do que já interferiu e está interferindo, no relacionamento das pessoas, a ponto de contribuir para uma exclusão total dos valores e comportamentos inerentes à boa vivencia e convivência familiar, social e funcional.

 

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PAPEL E MADEIRA

 Espedito Lima
 

Acontecem fatos em nosso País que são inusitados, nos deixam intrigados, cabisbaixos, estupefatos e boquiabertos; além do mais, com uma farta interrogação. Não fosse assim, deixaríamos os mesmos fatos se sucederem normalmente, sem nenhum problema; mas costumeiramente vemos, ouvimos e assistimos coisas que não dá pra entender, mesmo usando a máxima normalidade da nossa capacidade de assimilação e de percepção.
O brasileiro vive por de mais mergulhado num emaranhado festival de taxas, tributos e impostos e ainda é obrigado a uma prisão domiciliar, hoje em dia, sem haver cometido qualquer espécie de crime; privando-se muitas vezes, portanto, de tudo e de todos, tendo em vista a sua ínfima segurança, quer seja de natureza pessoal, familiar ou funcional. Ele está sendo sempre um alvo, não interessa quem seja ou o que faça, na cidade grande ou na pequena, se é rico ou pobre, preto ou branco, evangélico ou católico.
A violência o faz refém de si próprio, pela falta explícita da responsabilidade de muitos administradores, detentores de cargos que os obriga a agirem e tomarem posições de forma enérgica, urgente e com inteligência para que se evite que ela seja efetuada e efetivada, por aqueles que não fazem outra coisa a não ser mercantilizar o seqüestro, o roubo, o assalto, o homicídio, o estupro, entre outros.
ONDE ESTÁ A SEGURANÇA, garantida pela Constituição? A quem devemos recorrer e quem nos pode defender: a nossa pessoa, nossa família e nosso patrimônio? Estamos vivendo e sobrevivendo como se estivéssemos encurralados numa jaula que aprisiona os animais ferozes, dos quais também tentamos nos defender; mas pelo menos eles nos parecem ser mais dóceis do que o ser humano que é racional, nosso semelhante. É o fim, sem início e sem meio; sem ida e sem volta. É o descaso que nos afronta, nos deixa indefesos e sem possibilidade de nenhum tipo de ação e apelação.
Estamos expostos e à mercê dos que burlam a lei, vivem na plenitude da marginalidade, da desocupação, usando de uma índole que cega, destrói, fere e mata; sem repreensão, castigo ou punição. É a liberdade para a prática do mal, acobertada pelos que deveriam aplicar a severidade legal e inibir de uma vez por todas, os atos insanos dos magnatas “aspeados” da VIOLÊNCIA. É o descaminho que leva à brutalidade inconseqüente de um ser que se cognomina (HOMEM); e é também o píncaro do cúmulo absorvido pela catástrofe degeneração deste mesmo ser –HOMEM/HUMANIDADE.
Mas, mesmo assim aplaudimos ou muitos aplaudem a ESCOLTA, com policiais fortemente armados, de quadros que mostram imagens, pintadas/pinturas, painéis; em PAPEL e MADEIRA, que valem por certo, muitos mais que nós, seres humanos e criaturas de Deus. Nós não somos o MASP nem seus objetos e artes valiosos, seus quadros expostos sob proteção e aparato policial com equipamentos de última geração, principalmente depois que lhe adentraram e lhe fizeram uma limpeza parcial. O patrimônio promocional de seres inominados ou dos artífices renomados, vale muitos mais do que o cidadão que trabalha, inclusive contribui imensamente para a segurança deles e vê a sua completamente despojada, tal qual uma mulher que perdera sua virgindade, honra maior da sua existência e do seu proceder.
A CIDADANIA brasileira é o PAPEL e a MADEIRA.