OUTRAS MATÉRIAS

 
 
 

 

 
 

 

2008 “UM”

 

Espedito Lima


1- Por essa nem a situação esperava: a sentença que determinou a suspensão dos direitos políticos de Tista por 03 (três) anos.


2- É bom os políticos ficarem de sobreaviso; pois, de repente, muita gente poderá ficar mais surpresa ainda com o que poderá vir por ai.


3- A atitude que João Ferreira tomou de não mais permitir a colocação do lixo recolhido na cidade, em sua propriedade, foi em represália ao Prefeito, por não ter sido afastado, conforme se cogitava ou se tinha por certo (pela oposição)?


4- Muitos têm reclamado porque a Comarca de Jeremoabo tem apenas um Juiz; mas o comportamento desses “muitos” tem mostrado o contrário, ou seja: antes mesmo de ser proferida/prolatada qualquer decisão/sentença em relação às ações contra os políticos, já se propaga, com absoluta certeza, o resultado delas. Daí, acharmos que ao invés de um (01), nós contamos com vários Juízes.


5- Quem é o Prefeito de Jeremoabo atualmente, João Tista ou Spencer? Os animais estão às soltas pela cidade, inclusive passeando pelas praças e jardins, tranquilamente. Afinal, eles entendem que são ilustres munícipes ou visitantes e têm os mesmos direitos dos demais “humanos”.


6- Qualquer pessoa que desejar subir ao trono municipal (ser prefeito de Jeremoabo), dificilmente conseguirá tal façanha, à médio ou curto prazo; à menos que seja sombreado pelos grupos atuais ou por algum dos personagens deles.


7- Parece que dificilmente haverá eleição para a nova composição da Mesa Diretora da Câmara este ano, mas aguardemos os acontecimentos.


8- Tomamos conhecimento que tem sobrado dinheiro na administração de Dr. Luiz Carlos (Diretor do Hospital Geral de Jeremoabo);  e as coisas continuam melhorando cada vez mais pras banda dele (hospital), e o dinheiro praticamente é o mesmo de sempre. Alguém tem que responder alguma coisa – leia-se: as administrações passadas.


9- Depois do carnaval, estaremos definitivamente entrando na era – ELEIÇÕES 2008 (Municipais) – período que político nenhum “mente”; DE OLHO NELES.


10- Quando a TV-SÍTIO DO QUINTO verá o fim de sua novela (MAGALHÃES). O povo trabalhador, pacato e humilde daquele município, não merece está passando por tal vexame. Aliás, o povo (eleitor) em breve poderá julgar definitivamente (seu Magalhães)

 

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PAPEL E MADEIRA

 Espedito Lima
 

Acontecem fatos em nosso País que são inusitados, nos deixam intrigados, cabisbaixos, estupefatos e boquiabertos; além do mais, com uma farta interrogação. Não fosse assim, deixaríamos os mesmos fatos se sucederem normalmente, sem nenhum problema; mas costumeiramente vemos, ouvimos e assistimos coisas que não dá pra entender, mesmo usando a máxima normalidade da nossa capacidade de assimilação e de percepção.
O brasileiro vive por de mais mergulhado num emaranhado festival de taxas, tributos e impostos e ainda é obrigado a uma prisão domiciliar, hoje em dia, sem haver cometido qualquer espécie de crime; privando-se muitas vezes, portanto, de tudo e de todos, tendo em vista a sua ínfima segurança, quer seja de natureza pessoal, familiar ou funcional. Ele está sendo sempre um alvo, não interessa quem seja ou o que faça, na cidade grande ou na pequena, se é rico ou pobre, preto ou branco, evangélico ou católico.
A violência o faz refém de si próprio, pela falta explícita da responsabilidade de muitos administradores, detentores de cargos que os obriga a agirem e tomarem posições de forma enérgica, urgente e com inteligência para que se evite que ela seja efetuada e efetivada, por aqueles que não fazem outra coisa a não ser mercantilizar o seqüestro, o roubo, o assalto, o homicídio, o estupro, entre outros.
ONDE ESTÁ A SEGURANÇA, garantida pela Constituição? A quem devemos recorrer e quem nos pode defender: a nossa pessoa, nossa família e nosso patrimônio? Estamos vivendo e sobrevivendo como se estivéssemos encurralados numa jaula que aprisiona os animais ferozes, dos quais também tentamos nos defender; mas pelo menos eles nos parecem ser mais dóceis do que o ser humano que é racional, nosso semelhante. É o fim, sem início e sem meio; sem ida e sem volta. É o descaso que nos afronta, nos deixa indefesos e sem possibilidade de nenhum tipo de ação e apelação.
Estamos expostos e à mercê dos que burlam a lei, vivem na plenitude da marginalidade, da desocupação, usando de uma índole que cega, destrói, fere e mata; sem repreensão, castigo ou punição. É a liberdade para a prática do mal, acobertada pelos que deveriam aplicar a severidade legal e inibir de uma vez por todas, os atos insanos dos magnatas “aspeados” da VIOLÊNCIA. É o descaminho que leva à brutalidade inconseqüente de um ser que se cognomina (HOMEM); e é também o píncaro do cúmulo absorvido pela catástrofe degeneração deste mesmo ser –HOMEM/HUMANIDADE.
Mas, mesmo assim aplaudimos ou muitos aplaudem a ESCOLTA, com policiais fortemente armados, de quadros que mostram imagens, pintadas/pinturas, painéis; em PAPEL e MADEIRA, que valem por certo, muitos mais que nós, seres humanos e criaturas de Deus. Nós não somos o MASP nem seus objetos e artes valiosos, seus quadros expostos sob proteção e aparato policial com equipamentos de última geração, principalmente depois que lhe adentraram e lhe fizeram uma limpeza parcial. O patrimônio promocional de seres inominados ou dos artífices renomados, vale muitos mais do que o cidadão que trabalha, inclusive contribui imensamente para a segurança deles e vê a sua completamente despojada, tal qual uma mulher que perdera sua virgindade, honra maior da sua existência e do seu proceder.
A CIDADANIA brasileira é o PAPEL e a MADEIRA.  
 

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MUNICIPALIZAÇÃO, NÃO; DESPOLITICAGEM, SIM

 

Espedito Lima

Diante das notícias que vêm inquietando o povo da cidade e município de Jeremoabo e região, além de servidores, a própria Direção e médicos sobre a possível municipalização do seu Hospital Geral, até abaixo assinado já entrou em cena contra tal situação e outros movimentos.
O Governo Estadual, talvez tome esta atitude que a princípio se pode dizer que é um presente de grego aos Jeremoabenses, por entender que mais um pesadelo seja extirpado do seu poder e da matemática de sua administração, pois as finanças que são destinadas ao Hospital seriam, acreditamos, lançadas para outros setores.
Em contra partida, todos sabem que ele (hospital) passou por um período de descaso total; a coisa ficou tão feia, todos se lembram, que até uma simples “gaze” não se tinha para cobrir um pequeno curativo. Todavia, com as duas administrações, anterior e atual (Jorge Magalhães – indicação técnica e Dr. Luiz Carlos Guimarães D’angio – indicação política), a coisa tomou um destino totalmente diferente, pois para felicidade de todos, especialmente dos pacientes, hoje se pode dizer que Jeremoabo tem um Hospital digno, não simplesmente de elogio, mas de apoio irrestrito à sua administração.
Toadavia, uma coisa há de ser considerada e analisada com frieza, qual seja: distinção entre MUNICIPALIZAÇÃO e POLITICAGEM. Se de um lado o Estado aloca recursos e permite que sua Direção seja indicada por um político influente junto ao Governo ou do outro ele o entrega a um administrador, no caso, o Prefeito, à Prefeitura/município, por questões politiqueiras, não está/estaria permitindo que os politiqueiros, direta ou indiretamente se beneficiem com tal comportamento, não se importando com o povo e sua doença, que está acima de toda e qualquer pretensão? Ou o povo nada vale para que seja vítima de um apadrinhamento insensível e prejudicial a si, com os interesses abonados/afiançados pela politicagem? Mesmo porque, por garantia constitucional, todos têm direito à saúde e esta deve ser de boa qualidade, primada pelo compromisso da responsabilidade, tanto dos profissionais ligados a ela diretamente (medicos) quanto os que dirigem as unidades vinculadas à mesma, como também assim os que são seus promotores e patrocinadores naturais “Estado (s)”.
Por outro lado, se tudo melhorou e vem melhorando cada vez mais e se o hospital está em pleno funcionamento, inclusive com a aprovação geral de toda a população e com o conhecimento do próprio Governo Estadual; por que e pra que alterar as regras, que deram e estão dando certas? Agir contrariamente, isto é, o Estado transferindo sua responsabilidade para o município, não estaria cometendo um erro gravíssimo e arcando com os prejuízos eleitoreiros, nas próximas e futuras eleições?
Entendemos que o Estado, gerador dos recursos (via contribuinte), deveria e deve continuar com ele (hospital), sob sua batuta; porém sem usar os artifícios politiqueiros, mas exclusivamente os critérios técnicos, a começar pela indicação do seu gestor, com uma administração paralela (Direção Clínica). Esta poderia ser escolhida de forma democrática, isto é, aos médicos lotados nele, caberia a indicação (por votação) de um colega para dirigi-los clinicamente, sem nenhum também, politiquismo, corporativismo ou bajulismo, cujo mandato poderia ser de 02 (dois) ou 03 (três) anos, assim como o do Diretor técnico (o tempo).  
Desta forma, a saúde estaria bem, os pacientes confiantes, a população aplaudindo, os políticos sem nenhuma ingerência e o Estado, por certo, reconhecido pela qualidade e responsabilidade com e sobre o que de mais interessa à população, SAUDE.
Por isso, reafirmamos: MUNICPALIZAÇÃO, NÃO; DESPOLITICAGEM, SIM.
Diretorias: Técnica e Clínica – ambas cumprindo com suas obrigações inerentes, com ação, colaboração e respeito mútuos; tudo PELA VIDA.
Finalmente, que o Estado haja assim, e que continue dando amparo financeiro à saúde Jeremoabense; afinal, nós também somos contribuintes, pagamos impostos e merecemos ser tratados como gente, seres humanos, não como animais ou verdadeiras cobaias, para tudo e para todos, principalmente para os caprichos de quem quer que seja.
 

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INTERVENÇÃO (URGENTE!)

 

Espedito Lima


Quando fizemos a matéria intitulada CAMARA MUNICIPAL – GOLPE CONTRA SI MESMA postada (Blog do Lima, Portal JV e Jeremoabohoje); achávamos que deveria acontecer com ela era isso mesmo, face o que naquela época já vinha em evidencia.
De lá para cá, nada mudou, a não ser o aparecimento de fatos que a compromete, e muito, a sua já insignificante credibilidade e o que é pior, o envolvimento de quase todos os seus moradores (Vereadores-Presidentes e Ex) em um emaranhado e complicado mar de prática de tudo quanto é natureza de crime contra o erário público.
Como se não bastasse, a sua total desmoralização perante a opinião pública e em particular junto a todos os eleitores, com especialidade os mais conscientes e experientes em matéria política, agora estouram mais escândalos. Praticamente foi lançado sobre os Jeremoabenses, um verdadeiro dossiê, o qual está transformado em denúncia, foi entregue ao Ministério Público local e enviado ao TCM para, por certo, as tomadas de providências inerentes contra tal descalabro. É muita gente que vai se enrolar e enrolar os outros. Que seja filtrado e apurado tudo, para que a população tenha conhecimento e veja os culpados punidos pelos atos que praticaram e vêm praticando.
Que vergonha! Que exemplo político estamos tendo desses homens que pregam tanto a ética, a moralidade e compromisso com o desenvolvimento de nossa terra. Temos que vermos o fim dessa geração perversa, que quer apenas sugar o poder e jogar o dinheiro público às traças e se locupletarem com ele, que é (NOSSO). São os verdadeiros incitadores, inconcientes e inconseqüentes provocadores de ações e comportamento nefasto e nocivo à sociedade. Temos que bani-los, como já dissemos anteriormente, de uma vez por todas do meio dos que ainda preservam a cultura do bem estar de um povo tão amargamente pisado e esmagado.
A coisa é tão gritante, que da maneira como estão se desenrolando os fatos, não só ele (eles) está (rão) na mira da Justiça, mas também pessoas outras que nada têm a ver com a questão, o que é profundamente lamentável. Principalmente aqueles que nada têm feito, a não ser mostrar através dos meios de comunicação disponível em nossa Cidade, o que de fato acontece em todos os setores da sua vida; buscando e mostrando apenas, de forma responsável, soluções para o seu desenvolvimento.  Desenvolvimento este que muitos desejam vê-lo atrelado ao fracasso de atitudes que as busquem e as façam levar à resolução de velhos problemas que ela enfrenta há décadas e que por certo ainda haverá de continuar enfrentado, exatamente por causa de muitos dos nossos representantes e dirigentes, verdadeiros culpados.
Até o executivo poderá ser arranhado com as últimas denúncias apresentadas contra o (os) nosso (s) representante (s), desde o necessário e bom relacionamento que deve existir entre ambos (executivo/legislativo e vice-versa), até o confronto inevitável, pelos fatos e atos que já vêm sido amplamente conhecidos de toda a população  Jeremoabense e comprometimento de uns com os outros; isto é, membros do próprio executivo com o legislativo – legislativo com o executivo.
É preciso que todos usem a cautela, a sensatez, o equilíbrio, se auto-analisem e procurem agir com serenidade com tudo e com todos; notadamente, quando se trata da coisa pública, e mais ainda do “erário público”, não importa onde estejamos. Precisamos de ação, de trabalho, de progresso e não de conchaves, desmandos, negócios obscuros, falcatruas e muito menos de desvio de verbas públicas, como se o dinheiro do povo fosse lançado numa simples jogatina, apenas pelo bel prazer de uma diversão ou lazer pessoal ou de muitos em detrimento à necessidade de uma maioria.
Assim como o executivo terá que mostrar habilidade diplomática e política, para que não se envolva mais com as aberrações que se deparam na Casa Legislativa; o legislativo deverá ter igual comportamento para que não se chegue a um confronto de idéias e atitudes desnecessárias e que venham destruir mais ainda a causa desenvolvimentista, que tanto se almeja para a nossa querida Jeremoabo – cidade e município, evidentemente.
A persistir com os tempos e contratempos; tempestades e temporais, acompanhados por rajadas de raios e vendavais provocados pelos os nossos Vereadores e ex também (alguns), não será nenhuma idiotice (loucura total) acharmos que a Casa, leia-se CAMARA, sofra definitivamente uma INTERVENÇÃO URGENTE. Pois, assim, quem sabe, ela poderá passar por momentos de bonança, desde quando seu interventor haja de forma completamente diferente dos que a tem conduzido e queira aplicar corretamente as regras acobertadas rigorosamente pelas Leis pertinentes. QUE ASSIM SEJA! Estamos precisando de uma calmaria total, não de um maremoto ou tsunami, para destruir de uma vez por todas nossa terra, a começar por ela – CAMARA MUNICIPAL. ESTAMOS NOCAUTEADOS SOBRE O TABLADO ERGUIDO PELAS FLECHAS AVASSALADORAS, LANÇADAS POR ALGUNS MEMBROS DO NOSSO LEGISLATIVO, DE ONTEM E DE HOJE.
SÃO OS ANAIS DA CASA; COM OU SEM AUDITORIA. DOSSIÊ OU SIMPLES DENÚNCIA?
JUIZO, GENTE! VAMOS TRABALHAR COERENTEMENTE, COM A PAZ E A PROSPERIDADE. ASSIM TEM QUE SER O NOSSO PRESENTE E NOSSO FUTURO.

 

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O POLÍTICO É PROPRIEDADE DE QUEM?
 

Espedito Lima

 

O Presidente da República, os Senadores, os Deputados Federais e Estaduais; os Prefeitos e os Vereadores são propriedades Partidárias?
No momento, de acordo com discussões travadas nos quatro cantos da nação, inclusive nos Tribunais, quase que unanimemente, a resposta é positiva. Concluí-se que todos eles, os políticos, evidentemente, pertencem aos partidos; em sendo assim e por conseqüência disto, aqueles que mudam de partido, poderão ser cassados ou perderem seus mandatos, sumária ou precocemente.
Será que as interpretações estão sendo corretas e que a legislação vislumbrará uma legalidade parcial ou final, em relação à questão da fidelidade partidária, a partir da alto propriedade deles (partidos) sobre os políticos, seus filiados? Será que eles, filiados, se alto proclamam submissos à propriedade deles (partidos) e se contentam com tal paternidade? Será que a aplicação de dispositivo pertinente, estaria conclamando todos para uma união aceitável e de natureza interminável (fidelidade)? Todos seriam fieis a ela, fidelidade e a prática têm mostrado isto ou a conveniência é que reina, absolutamente?
É óbvio, que os argumentos, especialmente às vésperas de eleições, se firmem como uma necessidade premente sobre onde ou quando, este ou aquele político deve ir e com quem deve ficar; se unir ou tornar-se dissidente. Mormente, frise-se que nos casos da esfera municipal, o que prevalece acima de tudo, são as negociatas, os acertos e o que mais interessa é a fatuidade para a recepção do voto.
Em relação ao voto, este, a nosso ver, transformou-se numa vítima da indústria, do comércio, da bolsa e leilão, em praticamente todas as eleições, com muito mais notoriedade nos municípios nordestinos; é a verdadeira ação do (compra-e-venda). É o absurdo comum de uma mácula plantada na consciência de um eleitorado que se ufana pela ignorância ou pela sujeição voluntária, no servir ou ser servido como escravo de uma ação que corrompe a dignidade, a ética e a moral do cidadão (eleitor).
Mas, seria o voto uma propriedade do partido ou do candidato? Seria o mesmo candidato uma propriedade do eleitor ou do partido? O cargo a exercer ou exercido, seria ou pertenceria a quem? Não seria uma usurpação violenta de um direito líquido e certo que o candidato houvera conquistado – via voto, legalmente, se este é obrigatório e subtende que ele é dado, em primeiro lugar ao candidato, embora indiretamente o partido também o receba?
É claro, que o candidato pertence a uma agremiação partidária; todavia, o eleitor, a principio, destina legitimamente seu voto, com certeza e intencionalmente, a seu candidato preferido.
Daí, por tanto, segundo o nosso minguado raciocínio, achamos que assim como o voto é do candidato, o cargo (mandato) também o é, e ele é muito mais uma propriedade do eleitor do que do partido, isto é, o candidato. E, se o partido atribuiu a si mesmo a propriedade sobre o candidato, muito mais razão pra se comportar desta forma terá o eleitor; razão da existência dos eleitos e dos partidos.
Quanto à fidelidade partidária, até mesmo pelo princípio não só da obediência a um estatuto, ela deve permear a luz de uma ligação confiável – político/partido – partido/político; sem que haja uma união forçada, porém com extrema lealdade, para que, também, o eleitor não os veja nem os trate com desprezo ou como objetos banais.
Já em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal e quanto à posição do Tribunal Superior eleitoral, forçado será que os partidos, os que têm interesse e os políticos, especialmente claro, aqueles que são detentores de mandatos, ajuizarão ações tentando de todas as formas justificarem a saída desse o daquele partido e, se possível ludibriar a própria Justiça, para escaparem da perda do cargo e da oportunidade de serem candidatos nas próximas eleições.
Fidelidade sim; abuso, não, muito menos mercenagem e mesquinharia.

 

 

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CÂMARA MUNICIPAL

 

Espedito Lima

 

A situação a que chegou o problema da Câmara Municipal de Jeremoabo, já deixa qualquer um, no mínimo, na condição de fazer uma indagação, qual seja: estão pensando o quê? É vergonhoso que pessoas que se dizem ou que se acham nossos representantes, pelo menos aparentemente e que até então tinham uma conduta imaculada, sob todos os aspectos, estejam (continuem) agindo de forma depreciada, tão maleável e que demonstra explicita, arrogância e prepotência. Agora, depois de todas as, praticamente derrotas, acabam de atirarem pedras em serventuário, advogados e familiares destes. Parece que perderam totalmente a noção do tempo, das coisas e o que é mais grave, a sensibilidade de pessoa humana “racional”; é o verdadeiro “brutismo” e uma ignorância “inaceitável”.
Entendemos, que não é próprio do ser humano sóbrio, capaz e acima de tudo inteligente, agir de maneira tão mesquinha, covarde e medíocre. Mas, entendemos sim, que pelo poder, tudo vale e tudo é possível, mesmo que seja pisando uns, atirando em outros e sugando o sangue, pela tirada da própria vida do seu semelhante. Que tal coisa não venha acontecer, porém da forma que o poder (legislativo) está sendo disputado em Jeremoabo, infeliz e lamentavelmente, poderemos assistir acontecimentos trágicos e, ai sim, talvez vejamos ou tenhamos o cessar de uma maratona gigantesca de graciosas insistências, implicâncias absurdas, ações demagogas e autoritárias.
Por outro lado, indaga-se também: o que esperar desse homem ou desses homens que pela força de palavras e ações, desrespeitam as próprias Leis e as decisões proferidas pelas autoridades que as representam? É o fim de uma regra disciplinar e a extinção da ordem natural das coisas, especialmente da conduta existencial do ser humano; os animais parecem ter mais senso que alguns políticos de Jeremoabo.
O fruto do orgulho e a ganância pelo poder, destroem totalmente o homem; enquanto que a pujança da vaidade, aniquila a razão de sua própria existência. Assim como o cegar do seu instinto e a inconseqüência de sua ignorância, que os conduzem à queda.
Será que pensam que todos são iguais: ouvem, recebem, são pisados e nada dizem, por não saberem de nada; que são burros, nada sentem e nada vêm; engano, não é dessa forma e nem é por ai.  
Ainda há tempo de reverter completamente a situação, desde quando se cumpra a Lei, abandonem o politiquismo e os interesses pessoais ou de grupos. Não é possível que o que está acontecendo na casa legislativa Jeremoabense, perdure por mais tempo; ou estão esperando realmente acontecer uma tragédia?
Estão pensando que a casa é deles (propriedade pessoal ou um bem de herança)? Será que vai ser necessário alguém ser conduzido à prisão ou haverá necessidade de uma desocupação forçada – por via legal? Os homens que a conduzem ou querem conduzi-la, estão realmente preparados para exercerem seus cargos com decência e moralidade, além da ética e da responsabilidade?
O que foi que Jeremoabo fez pra está merecendo tal desatino? E nós, eleitores, que dizermos ou o que fazermos com esses irracionais, usurpadores do poder? Só nos resta, de uma vez por todas, bani-los do meio político e do nosso próprio meio; lhes mostrarmos que lugar de brincadeira é na varanda de casa, nas praças públicas, no campo de futebol, nos parques infantis e semelhantes, e não numa casa que se chama CÂMARA DE VEREADORES. Parece, com todo respeito que temos com eles, que os silvícolas agem e se comportam melhor do que nossos representantes (será que são mesmo representantes)? Temos nossas dúvidas.